O ministro Fernando Haddad (Fazenda) já anunciou publicamente que deixará o comando da equipe econômica não início de 2026 para se dedicar à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa interna entre os técnicos da pasta é que ele permaneça no cargo até a segunda semana de fevereiro, ou seja, por mais 45 dias.
O mais cotado para substituir Haddad na Fazenda é o atual secretário-executivo, Dario Durigan, que tem a confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já despacha diretamente com ele, como mostrou o PlatôBR.
O clima no bloco P da Esplanada dos Ministérios, onde fica a sede da pasta, é de transição suave. Não há previsão de muitas mudanças no discurso nem nas medidas a serem adotadas ao longo do ano.
O temor no mercado era de que Lula escolhesse um nome que não passasse credibilidade, e que se curvasse às pressões do PT para aumentar excessivamente os gastos públicos em ano de eleição.
A dúvida que persiste na classe política e entre investidores é se Haddad, de fato, coordenará a campanha de Lula ou se o presidente o convencerá a ser candidato a senador ou a governador de São Paulo.
