A lista de possíveis depoentes da CPI Mista do INSS para a próxima semana inclui dirigentes de associações suspeitas e ex-ministros da Previdência, como Carlos Lupi, demitido em maio, quando estourou o escândalo dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões. A cúpula da comissão conta com os resultados dessas audiências para avançar nas investigações sobre fraudes nas aposentadorias e pensões. O colegiado também depende do bom andamento dessas sessões para desfazer a imagem ruim deixada pelos primeiros dias de trabalho.

Integrantes da CPI reconhecem que será necessário adotar uma postura diferente para evitar a repetição de confrontos entre governistas e oposicionistas que elevam a temperatura das sessões da primeira semana. Em um dos episódios, houve até uma ameaça de voz de prisão do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) ao delegado Bruno Bergamaschi, da Polícia Federal, por sua recusa no depoimento em detalhar informações sob sigilo. 

“Eu entendo que é difícil em tempos de polarização, mas é um desafio que nós estamos dispostos a enfrentar e tenho muita tranquilidade que vamos entregar à sociedade um bom resultado na comissão”, afirmou ao PlatôBR o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O episódio expôs o tom de confronto entre governistas e oposição, com críticas à condução da sessão de um lado e elogios do outro. Apesar da estreia sem avanços objetivos, líderes parlamentares avaliam que os resultados podem ser melhores nos próximos depoimentos.