Uma eventual candidatura de Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. ou Eduardo Leite à Presidência pelo PSD partiria para a campanha com problemas nos palanques dos maiores colégios eleitorais do país, onde o escolhido de Gilberto Kassab poderia ficar “órfão”.  

Em São Paulo, com 33,5 milhões de eleitores, Tarcísio de Freitas terá o apoio do partido, como garante Kassab, mas o governador pedirá votos para Flávio Bolsonaro, como deixou claro nessa quinta-feira, 28.

No Rio de Janeiro, com seus 12,6 milhões de votos, o pessedista Eduardo Paes vai disputar o Palácio Guanabara como palanque de Lula e descarta apoiar o nome lançado pelo próprio partido.

Em Minas Gerais, o “swing state” brasileiro, com um eleitorado de 16,1 milhões de pessoas, o candidato do PSD ao governo estadual, Mateus Simões, é o atual vice e aliado de primeira hora de Romeu Zema, também pré-candidato ao Palácio do Planalto. Ainda é incerto se Zema, cogitado como candidato a vice-presidente, manterá sua candidatura. 

Na Bahia, onde votam 11 milhões de brasileiros, o PSD é aliado do PT há doze anos. Parte dos líderes pessedistas baianos, como o senador Otto Alencar, tem dito que seguirá com Lula. No estado, contudo, pode haver um racha. A ala ligada ao senador Angelo Coronel, que deve ser preterido na chapa ao Senado, flerta com ACM Neto, antigo aliado de Caiado no União Brasil.