A um mês do início da campanha eleitoral oficial, o PT se prepara para enfrentar mais uma eleição em um estado onde os candidatos a presidente do partido construíram um histórico de derrotas: São Paulo. Desde 1989, o único petista a conseguir maioria entre os paulistas foi Lula em 2002, nos dois turnos. Em todas as outras disputas, os adversários venceram e, por se tratar do maior colégio eleitoral do país, obtiveram larga vantagem sobre o atual presidente.
Neste ano, Lula precisa trabalhar com a hipótese de não ter um palanque no estado em um eventual segundo turno, pois as pesquisas mostram que o candidato a governador do partido, Fernando Haddad, corre o risco de não passar da primeira rodada de votação, segundo as pesquisas, que apontam o franco favoritismo de Tarcísio de Freitas em sua tentativa de reeleição.
Em 2022, Jair Bolsonaro venceu Lula no segundo turno no estado por 55,23% a 44,77, uma diferença superior a 2,6 milhões de votos. Se conseguir anular ou reduzir essa vantagem em São Paulo, o petista pode compensar possíveis perdas em alguns estados do Nordeste em relação à última eleição. Caso não consiga reduzir essa diferença, ele ficará mais dependente do restante do país.
No último levantamento do Datafolha, divulgado na quarta-feira, 8, o senador Flávio Bolsonaro, nome do PL para o Planalto, lidera no segundo turno com percentuais parecidos com os resultados de quatro anos atrás: 46% a 43%.
Por causa do histórico negativo, o PT concentra a agenda de Lula em São Paulo antes da convenção que vai homologar o nome de Lula como candidato à reeleição, não por acaso marcada para a capital paulista para o dia 2 de agosto.
Até lá, o presidente concentra a agenda no estado. Na próxima segunda-feira, 13, por exemplo, ele deve ir a São Caetano do Sul e em São José dos Campos, depois de passar o fim de semana na capital, sem compromissos formais.