Tuberculose galopante, cirrose hepática, pneumonia dupla e enfisema pulmonar: uma lista de doenças, sim, mas também os títulos dos primeiros poemas da antologia poética do mineiro Sebastião Nunes. A “Antologia mamaluca” será lançada pelo Círculo de Poemas, da Fósforo, primeiro para assinantes, neste mês, e depois nas livrarias, em fevereiro.
Não são apenas os títulos dos poemas que provocam os leitores. Toda a obra de Nunes mexe com os sentidos e causa desconforto, no que ele chama de “provocaçam”.
Organizada pelo poeta Fabrício Marques, a antologia reúne mais de cem trabalhos de Sebastião Nunes, retirados dos livros “Última carta da América”, “A cidade de Deus”, “Finis operis”, “Zovos”, “O suicídio do ator”, “Serenata em B menor”, “A velhice do poeta marginal”, “Papéis higiênicos”, “Poesias” e “Aurea Mediocritas”.
No prefácio de “Antologia mamaluca”, o poeta de 87 anos conta que não se encaixou em nenhum movimento cultural e se frustrou ao tentar buscar a perfeição em contos, romances e até na pintura. Para ele, rotular um poeta é assinar sua morte.
