O ministro do STF Cristiano Zanin foi sorteado na quarta-feira, 11, para relatar um mandado de segurança que determinava à Câmara a instalação de uma CPI Mista para investigar as relações entre o banco Master e o BRB (Banco de Brasília). Ele assumiu a função depois que o ministro Dias Toffoli se declarou impedido “por motivos de foro íntimo”.

Na quinta-feira, Zanin rejeitou o mandado de segurança de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg. No despacho, o relator afirmou que a ação não apresentou prova clara de que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenha se recusado ilegalmente a instalar a comissão.

Antes de deixar a relatoria do mandado de segurança, decidida por sorteio, Toffoli já havia desistido, no dia 12 de fevereiro, da relatoria do inquérito da Polícia Federal que investiga denúncias contra o banco Master. Ele saiu do caso depois da revelação de que era sócio de um resort no Paraná comprado por uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira liquidada pelo Banco Central.

No Congresso, Alessandro Vieira (MDB-SE) aguarda decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a instalação de uma CPI para investigar as ligações dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o Banco Master. A tendência é que a CPI não seja criada.

Governo zera impostos sobre diesel
O presidente Lula anunciou na quinta-feira, 12, a decisão de zerar a cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel. A medida tem o objetivo de reduzir o impacto da guerra no Oriente Médio nos preços do combustível e amenizar seus efeitos sobre a inflação. Durante a semana, o preço do barril de petróleo no mercado internacional chegou a US$ 100 por causa do conflito.

No mesmo dia, o governo editou uma medida provisória para estabelecer alíquota de 12% para exportação de petróleo e de 30% para exportação do diesel, também com o objetivo de segurar o preço dos combustíveis no Brasil.

Simonte Tebet anuncia candidatura por São Paulo
A ministra Simone Tebet (Planejamento) anunciou nesta quinta-feira que decidiu se candidatar ao Senado por São Paulo. Ela não explicitou o partido pelo qual vai concorrer, mas a tendência é que se filie ao PSB.

Embora o ministro Fernando Haddad (Fazenda) ainda não tenha assumido publicamente, dentro do governo e do PT ele já é tratado como candidato a governador de São Paulo. O outro nome da chapa para o senado e o candidato a vice-governador ainda não foram definidos.

Uma pesquisa Datafolha desta semana indicou que os candidatos ao Senado em São Paulo ligados ao governo federal lideram as preferências dos eleitores. O vice-presidente Geraldo Alckmin, Haddad, Tebet e a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) aparecem à frente dos deputados Guilherme Derrite (PP-SP) e Ricardo Salles (Novo-SP), representantes do campo direitista.

Na margem de erro, Flávio empata com Lula no Datafolha
Pesquisa divulgada no último fim de semana pelo Datafolha confirma os levantamentos feitos por outros institutos de pesquisa e mostra o pré-candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), tecnicamente empatado com Lula. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece com 43% das preferências dos eleitores e Lula com 46%.

O rápido crescimento de Flávio nas pesquisas, desde que lançou ao Planalto no final do ano passado, surpreendeu o meio político e acendeu o alerta no governo federal sobre as dificuldades para vencer o adversário em outubro.