Em evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nessa segunda-feira, 22, em Brasília, Romeu Zema foi o pré-candidato mais aplaudido pelos industriais.

Participaram do encontro Zema, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado. Os também pré-candidatos à Presidência Lula e Renan Santos foram convidados, mas não compareceram.

Romeu Zema

Primeiro a falar, o ex-governador de Minas Gerais exaltou sua trajetória como empresário e os dois mandatos à frente do estado.

“Quem faz em Minas faz no Brasil”, afirmou.

Zema defendeu um choque de moralidade, criticou “a gastança do PT” e prometeu endurecer o combate à criminalidade.

Sem citar nominalmente Flávio Bolsonaro ou Daniel Vorcaro, afirmou que não tem “rabo preso”.

“Moro na mesma cidade do banqueiro bandido. Mas nunca encontrei com ele. Ele nunca sequer me pediu audiência. Assombração sabe para quem aparecer”, disse, arrancando risadas da plateia.

Caminhando pelo palco, sem se prender ao púlpito, Zema contou causos, prometeu uma nova reforma da Previdência, a implantação do trabalho por hora e a revisão de programas sociais.

“O que tem de marmanjão de 20, 25 anos recebendo benefício e que só aceita fazer bico… Estamos criando uma geração de imprestáveis”, disse, sob aplausos.

Ao todo, Zema foi aplaudido oito vezes durante a apresentação, uma a mais do que Flávio Bolsonaro, que falou em seguida.

Flávio Bolsonaro

Flávio concentrou o discurso em críticas ao PT e ao presidente Lula. Em tom mais combativo, repetiu que sua única certeza é a de que Lula não estará na Presidência em 2027.

“O maior problema hoje no Brasil chama-se presidente Lula”, afirmou.

O pré-candidato do PL fez questão de ressaltar, por duas vezes, que não fazia uma “crítica institucional”, mas disse que “o STF parece mais uma delegacia de polícia”.

Na economia, referiu-se ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad como “Fernando Taxad” e prometeu revogar a reforma tributária aprovada pelo Congresso após três décadas de discussão e com apoio da própria CNI, anfitriã do evento.

Ronaldo Caiado

Depois de enfrentar problemas de agenda ao longo do dia, Caiado chegou atrasado e falou para um auditório já mais vazio.

Sem arrancar aplausos durante a apresentação, o pré-candidato do PSD afirmou que “ninguém governa instigando brigas ou estimulando enfrentamentos” e defendeu a “liturgia do cargo”.

Disse ainda que o Brasil sente falta de um estadista e, sem citar nominalmente Flávio Bolsonaro, afirmou que é preciso ter “estatura moral” para presidir o país.

“Nenhum candidato deve recorrer à presunção de inocência para governar. Se paira alguma dúvida, não é esse o perfil que o país espera”, afirmou.

Outros candidatos

Renan Santos, do Partido Missão, disse à coluna que não conseguiu ir a Brasília por incompatibilidade de agenda. Também alegou ter sido convidado “meio que de última hora”. A CNI informou que o convite foi enviado com pelo menos 10 dias de antecedência.

Já Lula não costuma participar desses eventos da CNI em anos eleitorais.