“Menos Janja, mais Alckmin“, disse a ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu, segundo relatos publicados pelo jornal O Globo e confirmados por esta coluna, durante uma reunião com Lula após o primeiro turno das eleições.

A crítica ao pouco espaço dado ao vice-presidente, Geraldo Alckmin, não é nova.

Lula demorou a confirmar o ex-tucano novamente como vice e, ao longo do governo, manteve-o escondido, na avaliação de aliados, sem explorar a relação que foi o grande fato novo para o PT em 2022.

Agora, para o segundo turno, houve realmente, dentro da campanha, quem sugerisse mais protagonismo a Alckmin, ofuscado pela primeira-dama na primeira rodada da eleição, ainda no entender de alguns petistas. Uma das ideias é anunciar que o vice acumulará a função com a de ministro da Fazenda, em caso de virada e reeleição de Lula.

Mas há quem discorde, com o argumento de que “ficou tarde demais”.

“Pode ter efeito contrário, assim como o fim das bets, anunciado de forma atabalhoada e em cima da hora, às vésperas do primeiro turno. Vai gerar o sentimento de ‘por que não fizeram isso antes?’. Lula se elegeu em 2022 com a frente ampla e Alckmin na vice, mas a frente ampla não aconteceu e Alckmin foi abafado no governo”, comentou, em reservado, um parlamentar do PT reeleito no último domingo, 4.