Joaquim Silva e Luna é prefeito em Foz do Iguaçu, por onde o candidato derrotado nas urnas deixou o país

Flávio Bolsonaro saiu do Brasil pela Argentina, passou pelo Equador e chegou aos Estados Unidos.

Mas…

Antes desse itinerário internacional, ele deixou Brasília, onde acompanhou a apuração da própria derrota para Lula no segundo turno, e desembarcou em Foz do Iguaçu, no Paraná. Dali, seguiu de van para Puerto Iguazú, cruzando a fronteira com o país do aliado Javier Milei.

Foz do Iguaçu é governada, desde o ano passado, pelo general Joaquim Silva e Luna, filiado ao PL e próximo da família Bolsonaro.

O general da reserva foi ministro da Defesa no governo de Michel Temer. Na gestão de Jair Bolsonaro, assumiu a direção-geral de Itaipu Binacional e presidiu a Petrobras.

Neste ano, fez campanha para Flávio Bolsonaro, revelando seu voto nas redes sociais. Nesta semana, compartilhou uma mensagem sobre a derrota de Flávio: "Vamos reajustar as emoções, refletir, refazer os planos, reagrupar o time e enfrentar os novos desafios. Recuar? Nem pensar. Desistir? Jamais".

Lideranças da esquerda no Paraná afirmam, nos bastidores, não ter dúvidas de que Silva e Luna foi, pelo menos, informado do plano de Flávio de deixar o país pela cidade da qual é prefeito, embora não seja possível provar essa alegação.