O nome de Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e ex-candidato à Presidência da República, tem sido cogitado para duas vagas no governo caso Flávio Bolsonaro consiga se eleger no próximo dia 25: os ministérios da Segurança Pública e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A vaga na Esplanada dos Ministérios, porém, não é certa e, nos dois casos, outros concorrentes aparecem na disputa.

Depois que Caiado apareceu cotado para a pasta da Segurança Pública, o nome do senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) passou a ser apresentado também como uma possibilidade para a vaga. O parlamentar tem como principal apoiador o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A nomeação de Derrite para um cargo no primeiro escalão do governo abriria espaço para que Vicente Santini (Republicanos), amigo íntimo do clã Bolsonaro, assumisse a cadeira no Senado. Santini é o primeiro suplente de Derrite.

Com esse desenho, o nome de Caiado passou a ser apontado como opção para o Ministério da Agricultura. Entretanto, o deputado reeleito Pedro Lupion (Republicanos-PR) também é considerado para a Agricultura e Pecuária. Ele preside a frente parlamentar do setor, a maior e mais organizada do Congresso, e ouviu de Flávio Bolsonaro, em reunião com os ruralistas, que a bancada seria responsável por indicar o ministro, com aval da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que ocupou a cadeira na gestão de Jair Bolsonaro. 

Tereza, por sua vez, quer ser presidente do Senado e a escolha do ministro da Agricultura pode entrar nas negociações para que ela seja ungida como candidata de Flávio na disputa pelo comando do Congresso.