Governadora reeleita quer derrubar mudança promovida pelo governo federal e escalou vice-governador eleito para participar das negociações na Câmara
Poucos dias depois da reeleição, Celina Leão (PP) já colocou o vice-governador eleito, Gustavo Rocha (Republicanos), na linha de frente de uma das mais relevantes disputas políticas do novo mandato. Rocha participou com a bancada federal do Distrito Federal de reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), para discutir o FCDF (Fundo Constitucional do DF).
Segundo Celina, o objetivo é reverter uma mudança recente promovida pelo governo federal que, nos cálculos apresentados pela governadora, pode representar uma perda de R$ 1,8 bilhão por ano para Brasília. “Queremos manter nosso Fundo intacto para garantir os recursos que servem para manter a Saúde, Segurança e Educação e os salários dos servidores”, afirmou.
Interlocutores do governo federal defendem, especialmente, a revisão do reajuste anual do FCDF. Ao PlatôBR, Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, classificou a atualização do repasse como “absurda”. “Não defendo o fim do Fundo Constitucional, mas acho um total absurdo o valor desse repasse mensal do jeito que ocorre”, afirmou na oportunidade.
A movimentação também dá a Gustavo Rocha uma primeira missão política depois das urnas. Embora a posse da nova chapa ocorra apenas em janeiro, o vice eleito já participa da interlocução com o Congresso em uma pauta que tradicionalmente mobiliza governo, parlamentares e servidores do DF. A escolha de Hugo Motta, correligionário de Rocha, como interlocutor junto ao Planalto também é estratégica, já que qualquer tentativa de alterar a mudança dependerá da tramitação no Congresso.

