A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), voltou a orientar o eleitorado nesta quarta-feira, 7, sobre o número correto de sua candidatura. A iniciativa ocorre após mais de 26 mil eleitores locais terem registrado o “22”, do PL (Partido Liberal), na disputa ao governo local no primeiro turno. Como não havia candidato registrado com esse número na disputa pelo Palácio do Buriti, os 26,6 mil votos foram anulados — o suficiente para impedir que Celina, que concorre pelo “11” do Progressistas, fosse reeleita já no domingo, 4.
Celina enfrentará Leandro Grass (PT) no segundo turno e quer evitar que a confusão se repita em 25 de outubro, data da nova votação. Para isso, iniciou uma espécie de campanha paralela ao lado de nomes do bolsonarismo, reforçando o número de sua candidatura. Durante a tarde, posou ao lado do senador Flávio Bolsonaro, que concorre pelo PL à Presidência, e de Nikolas Ferreira, deputado do partido reeleito com a maior votação do país, em tentativa de garantir que a migração correta dos votos nulos para a candidata do PP.
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A confusão com os números foi determinante para levar a disputa pelo GDF ao segundo turno. Celina teve 825.530 votos (49,93% dos votos válidos) e ficou a apenas 167 votos da vitória no domingo. Para a campanha da governadora, a forte associação da candidata a aliados do PL contribuiu para o equívoco nas urnas. Ao longo da eleição, Celina dividiu palanque com Flávio Bolsonaro, Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, todos identificados com o número 22, enquanto a candidata do PP concorre com o 11.

