Para governar com um Congresso mais à direita, o Palácio do Planalto terá de estar bem alinhado com os partidos de centro
Edinho Silva e Rui Costa, em nome de Lula, entraram em contato, nesta semana, com presidentes de partidos de centro.
Com alguns deles, já há conversas presenciais agendadas.
Trata-se de uma primeira aproximação pós-eleição, na tentativa de começar a vislumbrar uma possível base de apoio para o quarto mandato do petista.
Dirigentes do Centrão disseram à coluna que "ninguém é louco" de negar uma conversa com o governo eleito.
Mas ponderaram que não existe possibilidade de esses partidos aderirem ideologicamente ao governo. Será aquele pragmatismo de sempre. Sem amor envolvido.
"Vai ser um governo muito difícil. Eles vão ter de lidar com a herança maldita gigante que eles próprios prepararam. Ainda não está claro como vão lidar com a necessidade de ajuste fiscal", confidenciou um desses presidentes, pedindo para não ser identificado.
No segundo turno da corrida presidencial deste ano, a maioria do Centrão acabou caminhando com Flávio Bolsonaro.
Ninguém tem dúvidas em Brasília de que Tarcísio de Freitas, governador reeleito de São Paulo e presidenciável para 2030, fará em breve o mesmo movimento do PT.



