As subvenções do governo Luiz Inácio Lula da Silva para tentar conter o encarecimento dos combustíveis em decorrência da guerra no Oriente Médio não têm surtido o efeito pretendido, e os preços altos da gasolina e do diesel já afetam a inflação, o setor de serviços e o PIB (Produto Interno Bruto).
Nesta quarta-feira, 14, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que as receitas do setor de serviços recuaram 0,1% em agosto, enquanto o consenso do mercado apontava para uma alta de 0,5%. O economista Alexandre Muluf, da XP, afirmou que o resultado corrobora o cenário de desaceleração econômica. Para ele, o desempenho do mês decorre da retração dos serviços de transporte, diante dos custos elevados dos combustíveis.
O resultado do mês, prevê Maluf, deve se refletir no PIB do terceiro trimestre. Nas contas do economista, a expectativa é de retração de 0,15% da atividade entre julho e setembro. Para o ano, os analistas passaram a revisar as estimativas para um percentual abaixo de 2%.
No caso da inflação, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro registrou alta de 0,82%, puxado pelo aumento no custo dos combustíveis e de passagens aéreas. Em 12 meses, a taxa chegou a 4,52%, acima do teto da meta de 4,5%. Diante das pressões, a tendência é de que a inflação termine o ano mais perto de 5%, o que será mais um desafio para o presidente a ser eleito no próximo dia 25.

