Eleita neste ano, Renata D’Aguiar aparece como alternativa ao atual comandante da Casa; Eduardo Pedrosa também é considerado opção

Se o STF (Supremo Tribunal Federal) impedir Wellington Luiz (MDB) de disputar um terceiro mandato consecutivo na presidência da Câmara Legislativa, um nome feminino deverá entrar com força nas conversas do grupo da governadora Celina Leão (PP): Renata D’Aguiar (Republicanos). Eleita neste ano para o primeiro mandato depois de duas tentativas, a nova distrital é uma aliada antiga de Celina, já foi filiada ao PP, partido presidido pela governadora no DF, e chega à Casa com trânsito entre diferentes grupos da direita e do centro.

Renata também mantém boa interlocução com Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), senadoras eleitas pelo Distrito Federal, e também com Damares Alves (Republicanos), que já está no Senado. A escolha de uma mulher para comandar a CLDF durante o primeiro biênio do novo governo é vista como uma alternativa politicamente interessante para Celina. Eduardo Pedrosa (União Brasil), nome experiente da base e com bom trânsito na Casa, também aparece como opção caso Wellington seja impedido de concorrer.

O obstáculo para Renata estaria justamente onde Wellington construiu um de seus principais ativos: a relação com a oposição. Reeleito presidente por unanimidade em 2023, o emedebista conseguiu manter interlocução com governistas e oposicionistas, característica que pesará na escolha de um eventual sucessor. Para Renata, recém-chegada à Câmara, o desafio seria ampliar rapidamente esse diálogo e transformar a proximidade com Celina e com partidos de direita e centro em uma candidatura capaz de ultrapassar as fronteiras da base governista.

O precedente jurídico também recomenda cautela: o STF já limitou a uma única recondução consecutiva as presidências das Assembleias Legislativas. Por isso, enquanto Wellington aguarda a definição jurídica, Renata começa a ser ventilada como um dos nomes que Celina poderá ter à mesa se precisar de um plano B ou C.