Por ora, naturalmente, Brasília tem mais dúvidas do que certezas sobre o que realmente vai acontecer com o STF — e, principalmente, com Alexandre de Moraes — no cenário que se desenhou após o resultado do primeiro turno das eleições.
O PL elegeu 28 senadores, uma bancada maior que a do MDB na era Sarney.
Além disso, o partido de Flávio Bolsonaro terá um monte de gente no Senado para se juntar aos parlamentares da legenda na pauta do impeachment de ministros. Os números das urnas do último domingo, 4, são um recado justamente sobre isso.
Primeiro, tentarão um grande acordo, como esta coluna já noticiou, que passaria pela soltura de Jair Bolsonaro e a anistia aos demais condenados pelo 8 de janeiro de 2023.
Mas há quem diga, nestes momentos iniciais do segundo turno, que não terá jeito: “alguma cabeça precisará ser entregue” e “alguém vai ter de sangrar” na Suprema Corte — tudo, fique absolutamente bem claro, no sentido figurado.
Dias Toffoli, é consenso, seria o ministro mais fragilizado.
O problema é que a cobiça do Senado está e continuará concentrada no “Xandão”, o até então todo-poderoso “Xandão”.
O apoio de Michel Temer, que colocou Moraes no STF, a Flávio Bolsonaro já na largada desta segunda etapa da eleição deu alguns sinais. É Temer a ponte política com o ministro que está no alvo principal do Senado.
A coluna ouviu, nos bastidores, que não se descartaria a seguinte solução: em um dos panoramas possíveis, Moraes deixaria o Supremo, mas com a condição de que não seria submetido a um julgamento criminal na corte. Ou seja, com a garantia de que ficaria livre, leve e solto. Inclusive para advogar ou, vai saber, ingressar para valer na política partidária.

