Apesar da pressão que se intensificou nos últimos dias, Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, não vai desistir.
Zema é adepto do estoicismo. E não quer “ficar pelo caminho”.
Ele entende que o voto útil na direita lhe tirou apoios, sobretudo nesta reta final. Tem ciência de que sua candidatura foi fundamental no debate contra o que chamou de “intocáveis” do STF, mas admite que a onda acabou não sendo tão favorável, ao contrário do que se esperava.
Além disso, Zema sabe, principalmente, que a maior parte dos candidatos do Novo já debandou para Flávio Bolsonaro — alguns desde o início da disputa. O mineiro, porém, costuma dizer que conclui os projetos que inicia.
Agora, o ex-governador de Minas Gerais está mergulhado na preparação para o debate da Globo, que será na noite desta quinta-feira, 1º. O exercício é encontrar um tom que reflita a situação posta para Zema: um candidato que vai até o fim, embora sem o apoio majoritário do próprio partido e com a promessa, já pública, de caminhar com o candidato do PL em eventual segundo turno.
Na pesquisa Meio/Ideia desta quarta-feira, 30, Zema pulou de 1% para 3,5% das intenções de voto, dentro da margem de erro.

