Além da C&M, prestadora de serviços financeiros que sofreu ataque hacker, investigações preliminares avaliaram sistemas de monitoramento de riscos das instituições que receberam os recursos desviados. Foram identificadas falhas graves

Pelo menos três instituições que receberam os recursos desviados por hackers no que está sendo considerado o maior ataque cibernético da história recente do sistema financeiro brasileiro foram desligadas do sistema do Pix. Outras deverão ter o mesmo destino nas próximas horas, segundo apurou o PlatôBR. De acordo com fontes envolvidas nas investigações, a medida é uma forma de proteger o sistema já que essas instituições mostraram grandes fragilidades no gerenciamento de fraudes.

O alerta feito por um banco de que um cliente havia recebido uma transferência R$ 18 milhões às 4h da última segunda-feira, 30, foi o que permitiu identificar o início do ataque fraudulento, conforme antecipou o Brazil Journal. Até agora, estima-se que a fraude tenha movimentado R$ 800 milhões de oito instituições, mas esse valor ainda não é definitivo. A apuração final deverá levar uns dias.

Na própria segunda-feira, 30, outras instituições também teriam acusado o recebimento de transferências atípicas enquanto algumas sequer se manifestaram ao longo desta semana. Como os protocolos de segurança das transações via Pix envolvem controles tanto de quem envia o dinheiro quanto de quem recebe os recursos, a falha foi considerada “uma deficiência grave”, confirmadas em análises preliminares. A partir de agora, serão abertos processos administrativos para descartar qualquer prática ilegal.

Já a C&M, onde o ataque começou, voltou a operar nesta quinta-feira, 3, o sistema Pix, mas com reservas. Por enquanto, ela só pode fazer operações no horário comercial. Segundo fontes ouvida pelo PlatôBR, a empresa que atua como o ponto de conexão entre fintechs e outras instituições de pagamento com o Banco Central, adotou as medidas adicionais exigidas e está sendo monitorada.