Empresários não 'compararam' Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno, e agora temem o quarto mandato de Lula
Desde a noite de domingo, 25, com a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro, grandes empresários brasileiros — de diversos setores e estados — vêm se dizendo "ressacados" e "em choque".
Nas conversas reservadas, alguns já manifestam, em tom de torcida, o desejo de que Lula sofra impeachment em algum momento do quarto mandato.
"Agora, resta torcer para o Alckmin", disse à coluna, falando sério, um grande empresário brasileiro. Ele se referia, claro, à possibilidade de o vice-presidente, Geraldo Alckmin, assumir o Planalto. O ex-tucano é um dos cotados para o Ministério da Fazenda.
Ao longo da campanha, o setor produtivo e a Faria Lima não se aliaram incondicionalmente a Flávio Bolsonaro. Investiram numa aproximação tácita, apostando no que consideravam "menos pior" — e só.
O entorno do PL tampouco fez questão de cativar o mercado. "Mercado não tem voto", chegou a desdenhar, antes do primeiro turno, um senador aliado de Flávio.

