Decisão afasta das funções Daniel Mostardeiro Cola e Wedson Cajé Lopes, ambos titulares da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro da PF
Dois delegados que comandavam as investigações sobre o Banco Master foram informados de que deixarão a coordenação responsável pelo caso na Polícia Federal (PF). Daniel Mostardeiro Cola, chefe do setor, e Wedson Cajé Lopes, número dois da área, serão exonerados da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro (CGRC), segundo quatro integrantes da corporação ouvidos pelo PlatôBR.
A mudança ocorre dias após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas não há elementos que indiquem relação entre as exonerações e o resultado da eleição. Os dois foram avisados na noite de sexta-feira, 6, e comunicaram a saída em um grupo de WhatsApp da categoria. O ato ainda não foi publicado no Diário Oficial da União.
A dança das cadeiras incomodou colegas. A interlocutores, um dos policiais disse que pretende voltar ao Rio Grande do Sul, seu estado de origem. O outro não revelou os próximos passos na carreira. Ambos são concursados, mas perdem a gratificação paga a ocupantes de cargos de direção, chefia e assessoramento no governo federal.
As exonerações ocorrem também após o vazamento de documentos sigilosos das investigações sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master. O material incendiou ainda mais a já desgastada relação entre os ministros André Mendonça, então relator do inquérito, e Alexandre de Moraes, que desde então disputam espaço no Supremo Tribunal Federal (STF). A crise também levou o presidente da Corte, Edson Fachin, a avocar a relatoria das apurações sobre o maior escândalo financeiro do país.
A coluna procurou a assessoria de imprensa da PF, mas não recebeu resposta até a publicação. O texto será atualizado se houver posicionamento da corporação.



