Em 2006, Lula tentava a reeleição pela primeira vez e, assim como agora, decidiu não ir ao debate da Globo no primeiro turno.
Cristovam Buarque, candidato à Presidência da República pelo PDT na época, foi um dos que mais criticaram a decisão do petista.
“Faltar a este debate é roubar a esperança. Ele cometeu um ato de corrupção contra a democracia”, disparou Cristovam, ao vivo, durante o debate.
Participaram também Heloísa Helena (PSOL) e Geraldo Alckmin (PSDB), hoje vice-presidente de Lula.
Diante do púlpito vazio, Cristovam chegou a perguntar, em meio aos desdobramentos do escândalo do mensalão:
“Se o senhor for eleito e forem comprovadas as irregularidades, o senhor renunciará ao mandato?”
Dois anos antes, Cristovam havia sido demitido do cargo de ministro da Educação por um telefonema de Lula, enquanto estava de férias em Portugal. Em 2016, ele votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff no Senado.
Nesta quinta-feira, 1º, Lula, novamente, faltará ao debate da Globo. Mas, diferentemente de 20 anos atrás, Cristovam evitou qualquer crítica.
“Não tenho acesso às informações que ele tinha para tomar a decisão de não ir”, limitou-se a dizer à coluna o candidato a uma vaga de deputado federal pelo PSB do Distrito Federal.

