A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não ir ao último debate do primeiro turno, realizado pela TV Globo nesta quinta-feira, 1º, é definida pela cúpula da campanha do petista como uma “medida de contenção” adotada pelo presidente diante do cenário apertado na disputa com o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no primeiro turno. 

Lula havia sido aconselhado tanto pelo ministro Sidônio Palmeira (Secom) quanto pelo presidente do PT, Edinho Silva, a comparecer ao debate. A decisão de não participar foi tomada pelo próprio presidente, considerando que seria o alvo de todos os demais candidatos.

No entendimento dos coordenadores da campanha de Lula, o debate poderia ser, para ele, uma possibilidade de conquistar o voto do eleitor “desengajado”, aquele ainda não capturado por nenhum dos outros candidatos e que hoje representa cerca de 2 pontos percentuais nas pesquisas. Segundo integrantes do comitê petista, Lula decidiu que vai tentar recuperar o dano provocado pela “cadeira vazia” no debate desta quinta próxima etapa da campanha, apostando no debate direto com Flávio.