Deputado e pastor afirma que o pedido de perdão entre o senador e a madrasta não foi suficiente para curar as feridas e prejudicou engajamento religioso
O deputado reeleito e pastor Marco Feliciano (PL-SP) disse à coluna que a relação turbulenta entre Flávio Bolsonaro e a madrasta, Michelle, atrapalhou o engajamento de evangélicos na campanha do PL à Presidência da República.
Antes do início oficial da campanha, Michelle gravou um longo vídeo com críticas ao enteado. Os dois chegaram a se reconciliar, mas a ex-primeira-dama manteve distância da candidatura de Flávio.
“O que pesou mesmo foi a questão com a Michelle. A forma como ela foi tratada, principalmente por ‘vozes alugadas’ das redes sociais ligadas a Eduardo Bolsonaro, pesou demais”, afirmou Feliciano.
O parlamentar acrescentou que, mesmo com o pedido mútuo de perdão entre Flávio e Michelle, não houve tempo hábil para “sarar a ferida”. Na avaliação dele, isso influenciou a falta de apoio maciço de evangélicos ao candidato do PL, derrotado por Lula no segundo turno.
“Não apenas por ela ser mulher, não apenas por ser nossa irmã. Mas, principalmente, por ser esposa do Jair e madrasta deles. Não respeitaram a própria família”, comentou Feliciano, para quem o candidato da direita em 2026 deveria ter sido o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.



