O presidente divulgou áudios e vídeos contra a liberação das casas de apostas e um abaixo-assinado com o objetivo de pressionar conta a ação de entidades e clubes de futebol que querem suspender a proibição
A campanha terminou, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a mobilização contra as casas de apostas, as chamadas bets. Nesta terça-feira, 3, o petista mandou um recado aos mais de 10 milhões de integrantes do grupo de WhatsApp “Exército do Lula”, chamando a atenção para a audiência pública que o STF (Supremo Tribunal Federal) realiza nesta manhã para discutir os impactos da proibição das apostas.
Logo depois do recado, a “ordem” para o “exército” foi levantar a hashtag #BetsNuncaMais. A ideia agora é acoplar o grupo criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) a todas as ações do presidente nas redes. Lula publicou a mesma mensagem em seus perfis oficiais, e Janones lançou em seguida um abaixo-assinado pela manutenção da proibição das bets.
A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). Entidades e clubes tentam fazer com que Fux suspenda os efeitos da MP editada por Lula em pleno segundo turno até que o Congresso conclua a análise da medida ou o STF julgue a ação, o que ocorrer primeiro.
Pelo governo, participam a AGU (Advocacia-Geral da União) e os ministérios da Fazenda, do Esporte, da Saúde e da Justiça. Contra a MP estão a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e representantes de clubes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa. Também estão presentes representantes da CNI (Confederação Nacional da Indústria), do Uerj Reg (Laboratório de Regulação Econômica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).
A audiência começou às 10h, na sala de sessões da Segunda Turma, com transmissão ao vivo pela Rádio Justiça, pela TV Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

