Governador do Piauí se transformou em personagem nacional. Ele foi o chefe de Executivo mais bem votado do país, proporcionalmente, nas disputas locais
Rafael Fonteles já conseguiu se nacionalizar.
Governador reeleito do Piauí, coordenou a comunicação da campanha vitoriosa de Lula no segundo turno e passou a ser citado como provável ministro.
Cortejado pela imprensa, ele foi às redes sociais nos últimos dias dizer que não conversou com o presidente sobre mudança para Brasília e que sua missão é continuar cuidando do Piauí.
Uma das pastas para a qual foi citado como possível nome foi a Fazenda, por ser considerado uma mente brilhante dos cálculos.
Logo, a oposição passou a chamá-lo de "menos petista dos petistas" e, em tom de chacota, "único petista que sabe fazer conta".
A turma se animou com os memes e criou uma imagem falsa de Rafael Fonteles filiado ao Novo, o mais liberal dos partidos.
A própria esquerda vasculhou a vida de Fonteles e passou a criticá-lo sob o ponto de vista econômico, pelo fato de, no Piauí, ele conduzir uma administração que não ignora concessões, parcerias público-privadas e até, veja só, políticas de contenção de gastos.
Por enquanto, Fonteles parece estar no modo "falem bem ou falem mal, falem de mim".



