Após revelações, presidente do sindicato apagou post sobre liberdade de manifestação. Prefeitura foi acusada de reduzir frota no último domingo, durante o segundo turno, mas abstenção na capital baiana ficou abaixo da média nacional
A polêmica sobre a circulação de ônibus em Salvador no dia do segundo turno das eleições ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira, 29. Áudios atribuídos ao presidente do Sindicato dos Rodoviários da capital baiana, Fábio Primo, indicam que ele organizou um “adesivaço” em ônibus nas garagens na manhã de 25 de outubro.
Após a divulgação dos áudios, o sindicalista publicou um comentário nas redes sociais alegando que a Constituição Federal garante ao dirigente sindical liberdade de manifestação política. Em seguida, o comentário foi apagado.
No último domingo, 25, a Prefeitura de Salvador foi acusada de agir para reduzir a frota em circulação. Os dados, no entanto, mostram aumento no comparecimento às urnas.
No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 65,24% (944.358) dos votos em Salvador. No segundo, o percentual subiu para 73,24% (1.154.072), alta de oito pontos percentuais. A abstenção ficou em 15,77%, abaixo da média nacional em quase três pontos percentuais.
A oferta de transporte público nas eleições na capital baiana é garantida desde 2022. No primeiro turno, no último dia 4 de outubro, não foram registrados distúrbios nem problemas na circulação de ônibus.



