Com o PL fortalecido no Legislativo e sem o risco de interferência do grupo do senador no Planalto, cacique partidário ganha espaço para voltar a reinar sem ruídos
Flávio Bolsonaro perdeu e, ironicamente, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Flávio, ganhou.
Vamos lá: é claro que Valdemar não entraria em depressão se seu candidato fosse eleito presidente da República.
Mas a derrota de Flávio traz duas consequências inquestionáveis que serão celebradas (não publicamente) por Valdemar.
1. O PL fez maioria nas Assembleias Legislativas, nos governos estaduais, no Senado e, principalmente, na Câmara, cujo tamanho da bancada é levado em conta na hora de definir o bolo do fundo partidário. Valdemar tem tanto a comemorar que não terá tempo de chorar o fracasso presidencial.
2. Além disso, sem Flávio no Palácio do Planalto e, possivelmente, fora do jogo político-partidário, Valdemar vai voltar a reinar plenamente na legenda, sem interferências, sem ruídos. O grupo 'flavista' do PL já estava incomodando o senhorio do dirigente partidário.
Valdemar sempre foi Centrão. Com Flávio derrotado e longe, poderá se assumir assim novamente sem aporrinhação, a despeito do verniz de direita.

