Ao permanecer como ministro da Secom (Secretaria de Comunicação), Sidônio Palmeira não abriu mão do papel de “guardião” da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu projeto reeleitoral. O publicitário baiano indicou para o posto de marqueteiro da campanha seu discreto sócio, Raul Rabelo, mas na prática é ele mesmo quem acaba dando as cartas e decidindo as estratégias a serem seguidas pelo presidente-candidato.
Com a publicidade oficial proibida em razão do período de “defeso eleitoral’, o ministro viu sua rotina mudar no Planalto. Assim, suas tarefas no palácio estão num ritmo bem mais ameno, de acordo com pessoas próximas, e o volume de trabalho se deslocou para o fim do expediente, quando Sidônio faz visitas quase que diárias ao quartel-general da comunicação da campanha de Lula, no Lago Sul de Brasília.
Na casa alugada pelo PT, ele chega a conduzir reuniões, recebe pessoas e orienta as ações de marketing. Nessas reuniões, segundo interlocutores, Rabelo mal fala. É Sidônio quem aponta a direção. Pessoas a par do assunto dizem que, no campo da comunicação, Sidônio é a pessoa que Lula mais ouve desde a campanha de 2022. E, como ele não deixou o cargo de ministro, pôs uma pessoa de sua estrita confiança para tocar o dia a dia no comitê petista — sem deixar, contudo, de acompanhar tudo de perto. “Depois [da campanha], ele virou ministro. E agora escolheu Raul para ser a mão direita dele”, disse ao PlatôBR um integrante do governo.

