Márcio Bittar, reeleito pelo Acre, atribui ao ex-presidente a construção da direita nacional e manda uma série de recados ao grupo político

Enquanto Brasília discutia ao longo da semana se o bolsonarismo acabou ou não com a derrota de Flávio Bolsonaro nas urnas, o senador Márcio Bittar (PL-AC) dizia à coluna que há muita precipitação e ingratidão em torno dessa discussão.

Para ele, "não faz o menor sentido" interpretar a reeleição de Lula como o fim do bolsonarismo.

"Não existe direita não bolsonarista. Como não existe direita sem o Tarcísio de Freitas. A direita somos todos nós. Vamos excluir, agora, o Bolsonaro? É uma baita precipitação e uma boa dose de ingratidão", disse.

Bittar acrescentou que "ninguém mais do que Jair Messias Bolsonaro é responsável por termos hoje uma direita" no Brasil.

"Não existia referência de direita nacional. E, por isso, ele está pagando um preço que ninguém pagou. Vamos esquecer tudo isso? Vamos largar a mão da família Bolsonaro e largar o Jair Bolsonaro do jeito que ele está? Ah, não tem cabimento."

O senador acreano, reeleito em 2026, também disse que a marca Bolsonaro foi "a grande vitoriosa” no primeiro turno das eleições, com o PL formando maioria em todos os níveis de poder.

"O responsável por essa bancada toda de direita que agora discute se vai largar ou não a mão do Bolsonaro não foi o próprio Bolsonaro? O próprio Tarcísio é uma criação do Bolsonaro."