O acordão no qual o senador do Amapá se sustenta para tentar se segurar à frente do Congresso ainda não é palpável e concreto
Parte da direita no Senado não tem levado a sério as promessas de Davi Alcolumbre para garantir a reeleição ao comando da Casa em fevereiro do ano que vem.
Empoderado pela vitória de Lula nas urnas, Alcolumbre quer permanecer mais dois anos no cargo. Para isso, tenta o apoio de uma parcela da bancada da direita. A votação é secreta.
Para furar a barreira partidária e conquistar votos individuais, Alcolumbre tem prometido tirar Jair Bolsonaro da cadeia e trabalhar para reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Um dos senadores de direita já procurados pelo presidente do Senado, porém, não acredita nos encantos do colega do Amapá.
"Ele está vendendo terreno na lua. Ele não tem poder para isso. Só seria possível se houvesse um acordo que incluísse o próprio Lula. Mas o Lula, em momento algum, manifestou essa intenção, até porque a turma que o cerca não aceitaria", disse o parlamentar à coluna.



