Acordo em construção com o Centrão provoca reação de parlamentares que, nos bastidores, criticam a pressa e a falta de diálogo com os futuros congressistas

Hugo Motta, empoderado pela vitória de Lula, reuniu presidentes de partidos e as principais lideranças do atual Congresso e anunciou um acordo para avançar com a mudança do sistema eleitoral proporcional.

Com exceção de PT e PL, estava a turma toda na casa do presidente da Câmara nesta semana, como noticiamos.

Mas os que não se deixam engolir pelo Centrão não gostaram do movimento de Motta.

Dizem que definir e aprovar o modelo distrital misto após o segundo turno é mexer em algo muito sério "no apagar das luzes" do ano.

E o mais grave, segundo os críticos, é fazer isso sem ouvir o novo Congresso, que tomará posse somente em fevereiro do ano que vem. A ideia seria avançar logo, a toque de caixa, antes de os novatos chegarem.

Não é à toa, claro, como nada em Brasília o é.