Autoridade monetária deixou claro no comunicado após a reunião do Copom que não existe espaço para elevação da Selic
Além de sinalizar que o ajuste fiscal é condição determinante para a continuidade do ciclo de corte de juros nos próximos meses, o Banco Central mandou um recado claro para negar que há risco real de alta da Selic.
No comunicado após a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que manteve taxa em 13,75%, a equipe de Gabriel Galípolo afirmou que o contexto atual é "caracterizado por Selic substancialmente contracionista".
Na prática, esse expressão informa que os juros estão em um patamar excessivamente alto e que não há espaço para um processo de aumento, como foi cogitado por parte do mercado, diante da incerteza com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar da contundência do recado, resta saber se o governo petista fará algum ajuste fiscal nos próximos meses e se o Banco Central manterá o mesmo tom até o fim do primeiro semestre de 2027.



