Pensando em agradar a possível adversária, o presidente do Senado ofereceu a ela a relatoria da LDO. Ela recusou em um claro sinal de que será candidata

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), escolheu caminhar ao lado do governo para pavimentar sua recondução ao comando da Casa, mas tem uma forte preocupação no horizonte. Juntas, as duas candidaturas da oposição podem minar seus planos ao atrair votos do Centrão. Uma delas é a do senador Rogério Marinho (PL-RN), oficializada nesta quarta-feira, 4. A outra é a da senadora Tereza Cristina (PP-MS), bem-aceita na direita e que também avança sobre o centro político, um eleitorado cativo de Alcolumbre.

Foi pensando nessa ameaça que ele ofereceu à senadora um lugar de destaque para o próximo ano: a relatoria da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Tereza Cristina, que insiste em manter seu nome na disputa, recusou a tarefa e sinalizou que é candidatíssima ao posto.

Marinho, que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), mudou de figurino. Deixou para trás os embates mais acirrados do período eleitoral e passou a adotar um tom mais moderado no plenário. Assim como Flávio no início da corrida presidencial, o senador tenta se mostrar mais negociador e menos bélico. Na sessão que aprovou a PEC da Segurança, tentou derrubar a emenda do governo sem abandonar o tom ameno. Foi derrotado por apenas dois votos.