Moro, enxugamento da Esplanada e entrave judicial de um aliado: os três motivos que levaram o então presidente a desistir da ideia

A aprovação definitiva da PEC da Segurança Pública na semana passada abre caminho para Lula recriar um ministério específico para tratar do tema.

O Ministério da Segurança Pública surgiu no governo de Michel Temer, mas Jair Bolsonaro não deu continuidade à iniciativa.

Foram três os motivos na época.

Primeiro, havia um movimento forte para enxugar o número de ministérios, o que de fato aconteceu. Reunir novamente Segurança Pública e Justiça era uma solução simples.

Segundo, Sergio Moro, então o todo-poderoso juiz da Lava Jato que acabara de deixar a magistratura, seria o ministro da Justiça e da Segurança Pública. Dividir a pasta enfraqueceria Moro.

Terceiro, o nome cotado para comandar a Segurança Pública, o deputado Alberto Fraga, amigo de Jair Bolsonaro, havia sido condenado em primeira instância por acusação de recebimento de propina. Isso esfriou a indicação. Fraga acabou absolvido por unanimidade, por falta de provas.