O partido de Alckmin se diz disposto a abrigar siglas que não conseguiram cumprir as exigências da Justiça Eleitoral
O PSB marcou para a próxima quinta-feira, 12, uma reunião do diretório nacional para discutir a união com partidos de centro e de centro-esquerda que não alcançaram a cláusula de desempenho e correm o risco de desaparecer. O principal ponto da pauta é a formação de uma federação com o PDT, que elegeu apenas seis deputados, número insuficiente para cumprir a exigência legal.
Segundo fontes da legenda, o PSB estaria disposto até a se fundir com os pedetistas ou incorporá-los, além de outras siglas. Com isso, sua bancada eleita para a Câmara subiria de 15 para, no mínimo, 21 deputados.
As conversas já foram iniciadas pelo presidente do PSB, João Campos (PE), e pelo comandante do PDT, Carlos Lupi(RJ). Lupi também tenta atrair outros partidos na mesma situação, entre eles Solidariedade, PRD e Avante. De acordo com interlocutores do PSB, o partido do vice-presidente Geraldo Alckmin também estaria disposto a receber todas as legendas já atraídas pelos trabalhistas.
Para superar a cláusula, os partidos precisam obter ao menos 2,5% dos votos válidos para a Câmara em todo o país, com um mínimo de 1,5% em pelo menos nove unidades da Federação. A alternativa é eleger ao menos 13 deputados federais, distribuídos por pelo menos nove estados.
Além dessas siglas, o recém-criado Missão não cumpriu totalmente as exigências neste ano. O partido, no entanto, não está no leque de conversas de João Campos. Já a federação formada por PSOL e Rede, que havia deixado de cumprir um dos critérios, conseguiu reverter a situação na Justiça Eleitoral, que adotou um arredondamento favorável ao grupo.



